Fatores relacionados ao surgimento e gradação da mucosite oral radioinduzida

Tatiana Stuart Vieira Holmes, Manuela Gouvêa Campêlo dos Santos, Danubia Roberta de Medeiros Nóbrega, Jozinete Vieira Pereira, Daliana Queiroga de Castro Gomes, Maria do Socorro Vieira Pereira

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Resumen

Introdução: A mucosite Oral é considerada uma das complicações mais comuns da terapia antineoplásica de cabeça e pescoço. Caracteriza-se pelo eritema e edema da mucosa seguidos, geralmente, pela ulceração e descamação.
Objetivo: Avaliar os fatores relacionados ao surgimento e gradação da mucosite em pacientes submetidos à radioterapia na região de cabeça e pescoço.
Métodos: Foi realizado um estudo transversal, com amostra composta por 22 pacientes com diagnóstico de câncer de cabeça e pescoço, submetido a tratamento de radioterapia. Os pacientes foram avaliados durante 4 semanas para se observar o surgimento e gradação da mucosite durante o tratamento antineoplásico os fatores como idade, consumo de álcool e tabaco, comorbidades como diabetes, hipertensão, cardiopatias, assim como níveis de higiene oral.
Resultados: De acordo com os resultados do Coeficiente ñ de Sperman, U Mann-Whitney e Kruskal-Wallis a mucosite oral se desenvolveu em 95,45% dos pacientes submetidos à radioterapia de cabeça e pescoço, com maior gradação entre os fumantes quando comparados com os não fumantes, com diferença estatisticamente significativa (p = 0.034).
Conclusão: Estes resultados sugerem que não há associação entre idade, consumo de álcool, comorbidades como diabetes, hipertensão, cardiopatias e nível de higiene oral com o surgimento e gradação da mucosite. Já os pacientes tabagistas apresentam graus mais elevados de mucosite oral radioinduzida no momento do surgimento.